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apsferreira



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Fado do Imigrante

No negro barco da saudade
Despido de qualquer vaidade
Partiu de terras de Portugal
Uma alma só, tão tristonha
Tomada, por uma dor medonha
E por um tal tristeza, sem igual

Embarcado, em falsa liberdade
E envolto na dolorosa saudade
Disse adeus ao seu país, amado
Em seus olhos vi águas do Tejo
E em tom triste, que não invejo
Vi-o encapuçar-se e cantar o fado

Vestiu a sua alma de criança
De quando o dia era esperança
E o seu chão era a corda bamba
Apagou o triste fado da sua vida
Abraçou-se à sua alma querida
E, logo, aprendeu a dançar samba

Porém, no seio da sua alegria
Vivia encapuçada a nostalgia
Que não o deixava - caramba
Pois, à noite batia-lhe a saudade
Das suas gentes e da sua cidade
E ele cantava o fado e não o samba

É que, por uma absurda contradição
Sentia saudades da vida de então
Dos ares frios e negros de Portugal
Das turvas águas salobras do Tejo
De tantas tristezas, qu`eu não invejo
Nelas e no fado via a sua terra natal

apsferreira

3 comentários:

Susan disse...

Albano que texto rico em cultura em mensagem ...o saudosismo da Terra em que se nasce ,vive cresce e abandona muitas vezes em busca de um sonho ...
Muito bom te ler , gostei imenso !!!
Beijos
Susan

maria gorete disse...

Poema que mostra a dor da saudade de suas raízes que muitas pessoas trasem no peito,que muitas veses são obrigadas por uma situação...me vi nesse poema...lindo e verdadeiro...beijos.

Fátima Rodrigues disse...

Maravilha Albano! bjs