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E tentar entender o seu profundo

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apsferreira



domingo, 12 de dezembro de 2010

O Dia, em que o Sol Brilhou

Logo, reparei, que naquele dia
O sol tinha um brilho diferente
E, num mundo de gente insolente,
A sorrir, toda a gente, só eu via...

Ah, tanto, que eu olhava, em redor
E eu não conseguia compreender
Como poderia haver gente a sofrer
Pois, eu nunca me sentira melhor

O meu coração batia, acelerado
E tudo o que naquele olhar, eu via
Era um ar tão doce - apaixonado
Iluminado, por o sol daquele dia

E foi então que, a mão, lhe estendi
E eu lhe disse, com a voz a tremer
Nunca gostei de alguém, como de ti
Eu amo-te e, para sempre, quero-te ter

E aquele seu sorriso lindo, iluminado,
Que há pouco ostentava o brilho do sol
Recolheu-se, tal, como se fora um caracol
Na sua carapaça - fugido - como assustado

E ela disse-me, com um ar de compaixão
No coração, eu sempre te trago, comigo
(Logo, eu senti a fugir-me, o meu chão)
Gosto tanto de ti, mas apenas como amigo...

E de imediato veio o prémio de consolação
Carregado, numa frase que eu já a odiava
Acredita, que se eu mandasse no coração
Sem dúvida, que era de ti, que eu gostava

E como se tal não bastasse, arrematou:
Estou certa que logo, logo, na tua vida
Vai surgir-te uma pessoa bem querida
Pois, mereces bem melhor, do que eu sou

Eu não conseguia, nem de perto, entender
Tais coisas absurdas, que ela estava a dizer
O amor, seu, era tudo o quanto eu pretendia...
Que acontecera ao brilho do sol, daquele dia?

apsferreira

Um comentário:

Susan disse...

Albano que lindo poema , apesar de triste é muito reflexivo ...
O Amor tem destas coisas nem sempre somos correspondidos a altura.
Beijo
Susan