Fala-me, meu amor, da Saudade
Diz-me porque gera, ela, tanta dor
E porque ela me aniquila, assim, a tranquilidade
Explica-me, meu amor, o porquê desse pavor
O porquê desse vazio,
O porquê desta intranquilidade,
O porquê desta insanidade que, sem brio,
Lança, a minha Alma, no mais completo desvario
Pois que, nela, perdura
E a incita rudemente à mendicidade...
Diz-me, meu amor, por favor
Se isto, que eu sinto, já é a famigerada loucura
Ou, se trata-se, apenas,
De uma mera brochura da insanidade
Explica-me , minha querida, o porquê deste pavor
Que toma conta de mim,
E que logo que chega à minha vida,
Faz-me sentir este horror, sem fim
Num sentir com um sem fim de iniquidade...
Diz-me, meu amor, porque doí tanto, assim, a saudade...
Senão diz-me, minha linda,
Se, já me toma realmente a insanidade
Ou, se é simplesmente, meu amor, uma mera saudade
Que não mais finda
Que gera este pavor
Que está a dar cabo de mim
Com este frenesim gerado no seu clamor...
apsferreira
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