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apsferreira



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Condescendência

Eu mastigo e mastigo
e eu mastigo tudo, com muita paciência...

Eu mastigo a dor e o amor
e o desamor eu também mastigo,
tal, como todos os dias eu mastigo, tanta coisa, sem valor...

E, enquanto eu mastigo a tua ausência,
eu mastigo a saudade,
tal como, se, na verdade, ela fosse um castigo

Desde a adolescência, que, de quando, em quando,
eu mastigo a carência,
tal, como, de quando, em quando, eu mastigo a presença,
daqueles que vêm, até mim, ditar a sua sentença

E quando eu me vejo numa situação de emergência,
eu até mastigo a impertinência

Na verdade,
sempre que a vida, de mim, perde a piedade,
há tanta coisa que eu mastigo e mastigo,
tanta coisa, a que eu tenho que dar a minha anuência,
que, por vezes, o ter tanto para mastigar,
torna-se, para mim,
numa verdadeira violência

É que, por contingência, eu mastigo tudo, tudo,
e, tudo, aquilo que eu mastigo, por contingência,
eu tenho que o mastigar e mastigar...,
e eu mastigo esse tudo - tudo - sempre, com muita paciência...

apsferreira

3 comentários:

Susan disse...

Amigo que poema profundo , considero ele um imenso desafabo , um mastigar perfeito de palavras sentidas ....
Beijos
Susan

Elayne C.A. disse...

Olá, Albano! O que houve? Estava viajando? Minhas féria foram agitadas mas confesso que sinto falta das suas paparicadas. Apareça sempre e desculpe alguma coisa, pois não me manda mais nada! Gosto de ti, tenho bastante novidades para compartilhar com vc! E que beleza de poema! Apesar de triste, sei que o que flui da alma sempre torna-se belo! BJOS!!

maria gorete disse...

È mastiga-se de tudo nessa vida...Poema forte,muito me tocou...tú és incrível meu poeta lindo!beijos.