SEJA BEM-VINDO.

Este é um blogue humilde.

Espero, que se sinta bem, aqui.



Nem sempre o dia amanhece, igual

E, então, a nossa Alma, por tal

Reflete a luz de modo diferente

O importante é olhar o mundo

E tentar entender o seu profundo

E caricato modo de moldar a gente





Espero, que aprecie os momentos, que

estiver, aqui, e que esse seja um motivo,

para que volte.





POR FAVOR, DEIXE OS COMENTÁRIOS NOS POEMAS, APENAS.

CASO CONTRÁRIO ACABARÃO, POR PERDER-SE, AQUANDO DA

RENOVAÇÃO DO BLOGUE



apsferreira



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os Uivos da Multidão

Calai-vos, ó rudes ventos das tempestades
Pois, que incitais os mares e as correntes
A arrastarem tanto os coitados, como os valentes,
Entre fortes torrentes, e vagas de iniquidades
E fazeis as multidões rangerem os seus dentes
Ao verem utopias a transformarem-se em verdades

Parai, ó grossas chuvas, porque já de tudo inundais
De profundas feridas, e de tantas outras coisas mais,
As almas, que doridas, se arrastam pró precipício
O ermo onde as esperam os finos dentes dos chacais
Entre uivos e vendavais que jamais terão termo
Pois, que o estafermo há muito disso dá indício

Dissipai-vos, ó nuvens de cinzento carregadas,
Pois, o que anunciais são só dores entre derrocadas
Vendavais, inundações de horrores, e mais quebradas,
Provocada pelas turbulentas ondas de ganância dos tais
Que, como animais, nos armam certas ignóbeis ciladas
E nos sufocam, imóveis, dentro dos nossos próprios currais

Aquietai-vos, ó grosseiras intempéries descontroladas,
Pois, que estas chuvas são afinal lágrimas derramadas
Pelas mães que lutam por uns meros pães para seus filhos
E pelas famílias que vêm as suas vidas hipotecadas
Por tenebrosas quebradas e derrocadas de cadilhos,
Que se anunciam como horrores, empecilhos e dores ,
E por os frígidos rumores das derrocadas dos sarilhos...

apsferreira

3 comentários:

Claudia Santos disse...

Olá Albano,uma mensagem reflexiva.
O mundo sofre,a multidão implora por paz.
Gostei imenso.
Parabéns.
Um abraço em você.

margareth disse...

lindo poema querido amigo ,quando estava lendo,me deparei com um pensamento,suas tao sabias palvras se revela o nosso mundo de hoje vivemos entre chacais,lutando pela sobrevivencia do dia a dia,quem sabe ,um dia a tempestade se acalma e nossas lagrimas serao de alegria...beijao albano e parabens.

Filipe Campos Melo disse...

Gostei muito do cenário
(as recriações monocromáticas e difusas da tempestade)

Gostei muito da harmonia fonética
como por exemplo em

"Calai-vos, ó rudes ventos das tempestades
Pois, que incitais os mares e as correntes"

E depois a força (impressiva) do que no poema se diz
e a força como se diz
(impactante e inquietante)

Merecia boa declamação

Para mim, um dos melhores poemas que já te li

Gostei mesmo muito

Abraço amigo