SEJA BEM-VINDO.

Este é um blogue humilde.

Espero, que se sinta bem, aqui.



Nem sempre o dia amanhece, igual

E, então, a nossa Alma, por tal

Reflete a luz de modo diferente

O importante é olhar o mundo

E tentar entender o seu profundo

E caricato modo de moldar a gente





Espero, que aprecie os momentos, que

estiver, aqui, e que esse seja um motivo,

para que volte.





POR FAVOR, DEIXE OS COMENTÁRIOS NOS POEMAS, APENAS.

CASO CONTRÁRIO ACABARÃO, POR PERDER-SE, AQUANDO DA

RENOVAÇÃO DO BLOGUE



apsferreira



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Num banco de jardim...

Quantas crianças brincando...
Há pulos, há gritos - há muita alegria
Numa roda há meninas saltando
E ao lado há uma tremenda correria
Todo o mundo barafustando
Em uma arrebatadora euforia
São os corações que estão cantando
Ao sol irradiante de cada dia

Algures, dorme-se entre finos lençóis
Enquanto, mesmo ali a seu lado,
Há forte tiroteio entre cowboys
Num tremendo fogo cruzado
São como passarinhos chilreando
E no meio de toda aquela alegria
Está um coração se enganando
Revivendo o que já viveu, um dia
E fazendo o mesmo que fazem os caracóis...

... E do seio daquela gritaria
Da alegria das crianças brincando
Rasga-se um choro de arrelia
De um coração fraquinho, protestando

Este, que bate bem aqui, neste peito
Neste banco do jardim, sentado
É um pobre coração de criança
Porém, já pela vida amargurado
Que de brincar, já perdeu o jeito
Mas, vê-se a rolar pelo chão
Como outrora, todo sujo e molhado
Um dia chorou por fome de pão
Pois, por o infortúnio ele foi bafejado
E ele vive toda aquela euforia...
Naquele banco de jardim, sentado
Revive o que viveu um dia
E embalado em nostalgia
Sentindo-se no fim da corrida
Tenta enganar a sua fome de vida

À criança que esconde no seu seio
Doe-lhe o seu coração
Sente soberbamente reprimida
Já não tem mais quem lhe estenda a mão
Amarra-se à realidade agora vivida...
Outrora, chorou por falta de pão
Poderá, até, ter chorado por tristeza...
Mas, as suas lágrimas de hoje são de saudade
Ele estende a sua realidade sobre a mesa
Quantos anos somarão a sua idade...?
Ele sente-se já no fim da corrida
E interroga-se, se ainda viverá aquela criança
Ou, se ela terá já vivido toda a sua vida...


apsferreira

3 comentários:

ORK disse...

Muito Bom!!! Todos nós temos uma criança cá dentro! :P

EU disse...

Tema inesgotável, o das crianças: já o fomos, temos saudades do que fomos, queremos permanecer nelas...
Na ideia de "criança" há todo um mundo de fantasia que queremos preservar. Contudo, há tantas que sofrem, só porque o mundo é injusto!
Bom, Albano. Parabéns :)

maria gorete disse...

maravilhoso!!!!!!!!!!! vc retrata neste poema a importancia da criança,e que nós temos uma dentro de nós durante toda nossa vida...Que bom...Adorei.