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apsferreira



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ribeira, menina.

Canta, ribeira, canta
Encantas, com tua voz, cristalina
Ao dançares, por entre as pedras
Seduzes, o coração, à menina

Conta-nos, o teu destino
Pois, nasceste, com ele traçado
O mar é, o teu objectivo, almejado
Desde, de teus tempos de menina
Canta, ribeira canta
Para cumprires, a tua sina

Fura, por entre as pedras e vales, fura
Cumpre, então, essa sina
Mas olha, que o mundo te conjura...
Canta, ribeira, canta
Enquanto, tu és pequenina e pura

Desces montanha, abaixo
Como, a tua sina, vaticina
Cantando, pelo caminho
Lavas, o coração, cabisbaixo
Matas a sede, à menina

Vai, por desfiladeiros; cidades,
Pelos, belos prados, floridos
Canta, ribeira, canta
Que, isso, o amor, agiganta
Torna, os luares, mais, coloridos
Abraça os corações, por ti, perdidos
Lava a roupa, da menina
E, mesmo, a dos, que nem te são queridos

Ribeira, tu és generosa
Com, quantos te vão procurar...
A uns, tu dás-lhes de beber
A outros, proporcionas-lhes prazer
Quantos te procuram, apenas, por o fazer...
São, tantos, os que tu embalas, ao luar
Sem, contigo, nenhum, se preocupar...!
Cante, ribeira, canta
Que, o teu cantar, a todos, encanta

.....................................................

Ribeira, menina, diz-me o que tu fizeste
Mas, que aspecto, que tu tens... mas, que peste
Que cheiro, nauseabundo!
Perdeste, o juízo, por esse mundo...
Por ele, vendeste, a tua alma...
Ultrajaram-na, com toda a calma...

Sujaram-te, dessa maneira...
Lançaram, em ti, tanta, sujeira...
Assim, de ti, quem vai, querer, beber...?
Já, nem, os namorados, irás, enternecer...
O mar, mostrar-se-á, indiferente...
Caíras, em ti, de repente... (?)
Canta, ribeira, canta
Que, quem canta, o seu mal, espanta

Esse cheiro, nauseabundo,
Apanhaste-o, pelo mundo!

Ouve, o mar, que se levanta...
Ele está furibundo...!

apsferreira

Um comentário:

nazaré disse...

Muito Lindo, parabéns por esse dom maravilhosa que Deus lhe deu. Fazer poesia é falar da vida com o coração e com a alma.Parabéns Albano