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Este é um blogue humilde.

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Nem sempre o dia amanhece, igual

E, então, a nossa Alma, por tal

Reflete a luz de modo diferente

O importante é olhar o mundo

E tentar entender o seu profundo

E caricato modo de moldar a gente





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apsferreira



sábado, 20 de junho de 2009

Malogradas Gentes

Embalado pela fonte, que goteja,
Pelo relógio, no seu trabalhar,
Muito, pelo meu coração, que peleja…
Eu viajo lá, para o tão distante,
Sem sair do mesmo lugar!
E vejo tudo tão de perto…
São tantas, as caras fechadas
E tão poucas, as de sorriso aberto.


Vejo miríades de pessoas
Tomadas pela destreza.
Eu miro o seu semblante…
Em muitas, eu vejo um temido estar,
Em outras, uma pretensiosa esperteza.
Todas elas, num correr constante,
Que desenfreadas, sem parar,
Trilham os caminhos da incerteza.


Quantas olham, em seu redor
E sentem-se espavoridas…
Esgaravatam, por todos os lados,
Como, se o andar-se neste mundo,
Fosse, o garimpar-se ocasiões perdidas.
Todas elas querem sentir-se amadas,
Mas, lá, bem no seu mais profundo
Elas sentem-se, é, por aí, abandonadas.


É a gente, como o menino, que chora,
Por já não ter, onde se aconchegar.
Pois, todos, os seus foram-se embora…
Não sente ninguém, que o possa amar!
O que a fome, quase, o mata
O que, a todos, implora!
O que, simulando um sorriso de outrora,
Vende a sua alma à gente farta.


É a gente, que, um dia, irá compreender,
Porque vê-se, tanta face apagada…
Tanta criança a morrer!
São vidas, que não valem nada…
E tantas outras a serem ceifadas…,
Ou perdidas em insólitas guerras,
Pela mera posse de terras,
Que nunca serão semeadas.


É a gente, que vê gente sair da missa,
Com uma feição apaziguada…
Sentem cumprido o seu dever!
Porém é gente, que tudo cobiça,
Capaz de refastelar-se a comer,
Como, só isso, lhes desse prazer…,
Mesmo, que sentindo-se assediada,
Pelos olhares da gente esfomeada.


É a gente dos filhos, com fome,
Que perdeu a força do gritar.
É a gente, que a vida não abraça,
Que já nem consegue chorar…
Essa é a dor, que os consome!
O terem deixado as lágrimas secar…
Sentem-se encabulados, pela desgraça
E pela critiquice de quem passa.


É a gente, que verá tanta gente partir,
Com uma imensa vontade de ficar,
Encurralados, pelo ter que ir!
Isso é tão visível no seu olhar…
Mirando tudo em seu redor,
Despem-se da vida passada…
De seus pertences e da gente amada.
Levam a esperança, de uma vida melhor.


É a gente, que vai sentir-se impotente,
Por não poder fazer nada,
Quando, na face de outra gente
Vir declarada dor retratada.
Olharão o mundo em sua volta
E tudo o que conseguirão compreender,
Será o seu sentimento de revolta
E o choro do bebé, ao nascer.

apsferreira

3 comentários:

maria gorete disse...

Gentes..que poema!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!verdadeiro.Nos faz pensar no estar e sentir sobre o que acontece no mundo.Parabéns Albano,com esse poema,mostra não só pra mim mas pra todos que és uma pessoa sensível e conhecedora das dificuldades do ser humano.És um poeta.te adoro...beijos

Kizy disse...

Podemos vê aqui um verdadeiro poeta, pois somente alguém com alma de poeta para poder escrever aquilo que nossos olhos vêem, mas não dão a devida importância( ou fingimos não dá), esse poema nos faz refletir muito sobre a vida. Parabéns Albano, espero que siga escrevendo, pois você com certeza é um verdadeiro poeta. abraços.
Caroline.

Denise disse...

Es muito sensivel meu amigo ! Lindo poema